Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.
O Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia decidiu pedir nesta quinta-feira a nomeação de um advogado de defesa para o ex-líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic.
O órgão da ONU, com sede em Haia, foi criado para julgar os crimes cometidos durante os conflitos nos Bálcãs, no início dos anos 90.
Líder
Radovan Karadzic foi levado para a Holanda o ano passado, após 13 anos em fuga. Ele enfrenta 11 acusações, incluindo genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade.
O ex-líder sérvio-bósnio se recusou a comparecer ao início do seu julgamento, marcado para 26 de outubro.
Karadzic é responsável pela própria defesa e alegou que não estava preparado, apesar do tribunal afirmar que ele havia recebido tempo suficiente.
Radovan Karadzic recebeu quatro advertências, antes e depois do início previsto para os debates, de que a sua conduta resultaria na nomeação de um advogado e o processo continuaria sem ele.
Petições
Apesar da medida, Radovan Karadzic tem o direito de continuar a representar a si mesmo e deve permanecer à frente de questões processuais, como o preenchimento de petições e respostas aos requerimentos da acusação.
O julgamento do ex-líder sérvio-bósnio será retomado em 1º. de março do ano que vem.