Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O director-executivo do Programa Conjunto da ONU sobre HIV-Sida, Onusida, Michel Sidibé, sublinhou a necessidade de redobrar esforços para o desenvolvimento de uma vacina ou cura para a doença.
Ele falava esta quarta-feira durante a reunião do comité coordenador do órgão, em Genebra.
Epidemia
Sidibé, que assumiu o cargo há seis meses, revelou que o Sida continua a matar 2 milhões de pessoas todos os anos. Ele afirmou, contudo, que é preciso não perder de vista que o objectivo final é acabar com a epidemia.
O chefe do Onusida disse que não é suficiente fornecer tratamento a todas as pessoas que contraem o vírus.
Ele pediu o fim de leis discriminatórias contra homossexuais, trabalhadores de sexo, consumidores de droga, migrantes e pessoas que vivem com o HIV.
Durante o discurso, Sidibé apresentou a sua visão para o futuro da agência, afirmando que o órgão deveria actuar em três frentes prioritárias: aumentar o seu impacto e resultados, optimizar e expandir parcerias e transformar o Onusida numa organização mais eficaz.
Progressos Frágeis
Ele indicou que a crise económica é uma ameaça aos progressos frágeis conseguidos no combate contra a doença.
A agência das Nações Unidas apelou à comunidade internacional para financiar o acesso universal a prevenção e tratamento, afirmando que o mundo não se pode dar ao luxo de continuar a isolar o Sida.