João Duarte, Rádio ONU em Nova York.
Um estudo da Organização Mundial da Saúde, OMS, revela que desigualdades sociais são factores determinantes na saúde das pessoas.
O documento, "Fechar o fosso entre gerações: Igualdade na saúde através de acção sobre os determinantes sociais da saúde" foi publicado esta quinta-feira, na sede da OMS, em Genebra, na Suíça.
Esperança de Vida
Segundo a OMS, a riqueza de alguns países não se traduz em bons níveis de saúde dos seus cidadãos. E as desigualdades sócio-económicas e políticas provocam mortes em larga escala mesmo nos países considerados ricos.
A falta de acesso a tratamento de saúde é um dos factores de risco para mortes prematuras.
África
De acordo com o Departamento de Assuntos Económicos e Sociais, Desa, Moçambique, Angola e Guiné-Bissau fazem parte dos países cuja esperança de vida é mais reduzida.
O técnico da Organização Mundial da Saúde, Dr. Luzitu Simão, falou à Rádio ONU, a partir de Genebra, dizendo que a falta de infra-estruturas e serviços básicos é um dos maiores factores de risco para doenças.
"Elementos que influenciam a saúde são as bases sociais. Se as pessoas não têm água, electricidade, não têm uma boa comida, comparando essa gente a com outros que têm esses elementos, a desigualdade social aparece. E quando se vai ver em termos de doenças, os que não têm água, electricidade e boa comida, estão mais expostos do que os outros", disse.
O estudo da OMS conclui que grande parte do trabalho relativo a uma distribuição equitativa de benefícios ultrapassa o sector da saúde e cabe aos governos.
O estudo da Comissão de Determinantes Sociais de Saúde da OMS foi iniciado em 2005.