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 8 setembro 2010
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Enviado da ONU pede que grupo desista de queimar Corão

Chefe da Missão no Afeganistão diz que liberdade de expressão não pode ser confundida com ofensa à religião e credos de milhões de pessoas; planos para atear fogo a cópias do livro foram anunciados por uma igreja dos Estados Unidos.

Staffan de Mistura

Staffan de Mistura

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.


O chefe da Missão da ONU no Afeganistão, Staffan de Mistura, disse que está indignado com os planos de um grupo religioso nos Estados Unidos de queimar cópias do Corão.

Segundo agências de notícias, o anúncio de atear fogo ao livro, considerado sagrado pelos muçulmanos, foi feito pelo pastor Terry Jones, de uma pequena igreja na Flórida.

Ataques Terroristas

Jones convidou todos os fieis a queimar cópias do Corão no próximo dia 11 de setembro. A data marca também os nove anos dos ataques terroristas contra os Estados Unidos.

Para Staffan de Mistura, que emitiu uma nota nesta quarta-feira, em nome da ONU e de toda a comunidade internacional no Afeganistão, "a liberdade de expressão não deve se confudida com a intenção de ofender a religião e os credos de milhões de pessoas".

Estabilidade

O chefe da missão afirmou que se o plano de queimar Corões, que ele classificou de 'repugnante', for implementado, "a ação apenas fortalecerá os argumentos dos que são contra a paz e a reconciliação no Afeganistão."

Mistura também disse que a queima do livro sagrado dos muçulmanos colocará em perigo o trabalho de muitos afegãos e estrangeiros que estão tentando ajudar o Afeganistão a encontrar paz e estabilidade dentro de sua própria cultura e tradição.