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 8 setembro 2010
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AL deve estar atenta à recuperação dos EUA, diz Cepal

Para vice-secretário-executivo do órgão, região deve analisar os riscos de um crescimento ainda fraco da economia americana, e no que ele chamou de "segunda onda" da crise que atinge a Europa.

Crescimento das exportações

Crescimento das exportações

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal, está comemorando o bom desempenho das exportações da região, que deverão crescer mais de 21% em 2010.

Mas segundo especialistas do órgão, os países latino-americanos devem continuar atentos aos movimentos das economias da Europa e dos Estados Unidos.

Crescimento

A análise foi feita pelo vice-secretário-executivo da Cepal, Antônio Prado, durante uma entrevista à Rádio ONU, na semana passada. Para ele, o bom resultado não está livre de riscos.

"A economia norte-americana ainda não está com uma recuperação forte, está derrapando um pouco em termos de crescimento. A economia europeia está agora numa segunda onda desta crise por conta dos problemas financeiros que surgiram a partir de Grécia e das dificuldades econômicas por que passa a Espanha. O principal desafio é tanto que a economia norte-americana como a economia europeia do ponto de vista do consumo tem um papel fundamental. Coisa que a China não é capaz de substituir sozinha.

Panorama

Então, temos que olhar os cenários futuros, verificar os riscos para a região. E, certamente, esta baixa taxa de crescimento econômico de Estados Unidos e Europa é algo que preocupa. Mas tanto esta nova visão estratégica do Japão em direção à América Latina e o Caribe quanto este aprofundamento das relações comerciais com a China podem ajudar. Mas, nós não poderemos deixar de considerar as dinâmicas da economia norte-americana e da economia europeia nos próximos anos e os seus efeitos sobre a região.

De acordo com o estudo "Panorama da Inserção Internacional da América Latina e do Caribe 2009-2010", publicado no último dia 2, as exportações latino-americanas com a China pularam de -2,2% para 44,8% em apenas um ano.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.