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FMI e ONU fazem conferência sobre desemprego e recessão
Encontro ocorrerá no próximo dia 13 na Noruega; mais de 440 milhões de novos postos de trabalho serão necessários até 2020.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*
Especialistas do FMI e da Organização Internacional do Trabalho, OIT, debaterão, a partir do próximo dia 13, os efeitos da recessão global sobre o aumento do desemprego em todo o mundo.
O encontro "Os Desafios do Crescimento, Emprego e Coesão Social" deve reunir políticos, líderes trabalhistas e de negócios, além de acadêmicos.
Longo Prazo
Num estudo, divulgado nesta quinta-feira, o FMI informou que desde 2007, mais de 30 milhões de pessoas perderam seus empregos por causa da crise financeira internacional.
A conferência, de um dia, pretende analisar os efeitos, a longo prazo, do problema. Pelos cálculos das duas organizações, serão necessários mais 440 milhões de postos de trabalho até 2020.
Os técnicos do FMI dizem que políticas monetárias e fiscais devem apoiar a recuperação da economia e a criação de empregos.
Economia Sustentável
Os participantes do encontro também analisarão formas de promover uma economia sustentável e rica na criação de postos de trabalho.
Segundo a OIT, a recessão aumentou o nível de desemprego nas economias avançadas em cerca de 3%. Nos países emergentes, também afetados pela crise, a recuperação se mostrou mais rápida.
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, participará do evento. Com 10% de desemprego, a Espanha é um dos casos citados no estudo ao lado dos Estados Unidos e da Nova Zelândia.
Atualmente, o mundo tem 210 milhões de desempregados. Os efeitos são sentidos não só nas economias familiares, mas na saúde dos demitidos e de seus filhos.
A conferência em Oslo será dirigida pelo primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.



