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Escritórios da ONU continuam fechados em Maputo após motins
Um reunião de emergência de todos os chefes de agências da organização realizada no final de quarta-feira decidiu que as condições de segurança ainda não estão criadas para o regresso à normalidade; segundo agências de noticias, a situação melhorou mas continua tensa na capital moçambicana.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Os escritórios das Nações Unidas na capital de Moçambique, Maputo, permaneceram encerrados esta quinta-feira pelo segundo dia consecutivo após uma onda de motins sobre o aumento do custo de vida.
Uma reunião de emergência de todos os chefes de agências da organização realizada no final de quarta-feira, decidiu que as condições de segurança ainda não estão criadas para o regresso à normalidade.
Protestos
Segundo agências de notícias, os protestos continuaram esta quinta-feira em Maputo e na cidade de Matola, a 25 km da capital, embora a sua intensidade tenha diminuido.
O balanço dos motins, ainda segundo as mesmas agências, oscila entre quatro e 10 mortos e quase 80 feridos.
O oficial de comunicação do sistema das Nações Unidas em Moçambique, Luis Zaqueu, disse à Rádio ONU de Maputo, que a situação melhorou em relação a quarta-feira, mas continua tensa.
"A maior parte dos centros comerciais continua fechada, e a maior parte da actividade económica continua inactiva. Existe pouca circulação nas estradas e continua tudo muito parado. Mas as manifestações e o vandalismo inicial estão mais controlados e com tendência a voltar à normalidade", disse.
Luis Zaqueu disse que a crise financeira mundial e os elevados preços do trigo estão por detrás das manifestações.
"Entretanto o governo também anunciou que a partir do dia 1 de Setembro iria agravar o preço da água, energia e pão. A população sentiu-se sufocada já que os preços continuavam a aumentar e os salários continuam na mesma. Ou seja, as pessoas não conseguem manter o tipo de vida mínimo a que estavam habituados", afirmou.
O sistema da ONU em Moçambique voltará a reunir-se esta quinta-feira para avaliar a situação de segurança na capital.



