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 2 setembro 2010
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Estudo diz que esponjas marinhas teriam propriedades médicas

Organismos contém substâncias que ajudam até mesmo no combate ao câncer, mas a falta de planejamento para preservação ameaça corais de esponjas de todo o mundo.

Potencial uso medicinal

Potencial uso medicinal

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

Um estudo encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, mostra que pouco foi feito até agora para proteger as esponjas marinhas que ficam em águas profundas.

Leia o boletim de Marcelo Torres, da Rádio ONU em Londres.

"As conclusões da pesquisa foram apresentadas no Simpósio Europeu de Biologia Marítima, na Universidade de Heriot-Watt, em Edimburgo, na Escócia.

Os cientistas mostraram que as propriedades médicas das esponjas encontradas em águas rasas são amplamente conhecidas.

Tratamento de doenças

Esses organismos marinhos são fontes de substâncias que já mostraram eficiência para tratar doenças como o câncer, além de ter ação antibiótica.

A novidade do estudo, intitulado "Esponjas do fundo do mar: Reservas da Biodiversidade", é que as esponjas alojadas em águas profundas podem ter um potencial ainda maior para o uso medicinal.

Apesar disso, alerta a pesquisa do Pnuma, os esforços para preservação do habitat das esponjas marinhas são feitos de maneira inadequada e sem uma coordenação central."

Os cientistas dizem que ainda não existe um mapeamento global sobre as esponjas e salientam que algumas regiões, como a costa do Canadá, que tem corais de esponjas com mais de 9 mil anos de idade, merecem especial atenção da comunidade internacional.