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 1 setembro 2010
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Filha de Che diz que Cuba 'viveria melhor sem embargo' (Português Brasil)

Médica Aleida Guevara conta, em entrevista à Rádio ONU, que nível de vida da população melhoraria com fim da medida; declaração foi feita durante conferência da ONU e de ONGs na Austrália.

Aleida Guevara

Aleida Guevara

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O embargo dos Estados Unidos à ilha de Cuba é "o único problema enfrentado pelo país."

A afirmação foi feita pela médica cubana Aleida Guevara, filha de Che Guevara, durante uma entrevista à Rádio ONU, em Melbourne, na Austrália.

Metas do Milênio

Aleida participou da 63ª. Conferência Conjunta da ONU e de ONGs, que terminou nesta quarta-feira. O encontro concentrou-se em saúde global e como o tema pode ajudar a se alcançar as Metas do Milênio.

Nesta entrevista à Rádio ONU, a filha de Che Guevara falou sobre a relação do embargo, em vigor há cinco décadas, com o nível de vida dos cubanos.

Recursos

Segundo Aleida Guevara, o único problema de Cuba, atualmente, é o bloqueio ao qual está submetida.

Para a médica, se o bloqueio desaparecesse, o nível de vida da população cubana aumentaria de imediato, e assim os recursos para a saúde seriam melhores. Mas para a médica, o fato de seguir bloqueada não impede Cuba de continuar trabalhando e ajudando a quem pode.

Aleida Guevara explicou como Cuba interage com outros países na área de transferência de conhecimento de saúde.

'Grande ONG'

Aleida explicou que em Cuba, os trabalhadores da saúde interagem com o Estado e não com ONGs. Ela disse ainda que é o Estado que garante a saúde do povo. E que o mesmo coloca todos os recursos que tem à disposição da população.

A médica cubana informou que ao ajudar outros povos, "o Estado, neste sentido, funciona quase que como uma grande ONG, ao proporcionar, sem necessidade de lucro, a outros o mesmo nível de saúde que tem o povo cubano".

Mais de 1,4 mil pessoas de 70 países participaram da Conferência do Departamento de Informação Pública e de ONGs, na Austrália.

*Reportagem de Maha Faiek, enviada especial da Rádio ONU a Melbourne.