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ONU elogia acordo sobre bombas de fragmentação
Tratado entra em vigor neste domingo proibindo produção, uso e armazenamento dos explosivos; bombas já mataram mais de 10 mil pessoas.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou sua satisfação com a entrada em vigor, neste domingo, da Convenção sobre Munições de Fragmentação.
Segundo Ban, o acordo é "um grande avanço para os esforços de desarmamento e de iniciativas humanitárias globais".
Civis e Crianças
O tratado proíbe a produção, o uso e o armazenamento de bombas de fragmentação.
Para que o documento tivesse efeito foram necessárias 30 ratificações, o que foi alcançado em fevereiro, quando Burkina Fasso e Moldávia ratificaram a convenção.
Numa nota, emitida pelo seu porta-voz, Ban afirmou que o acordo ajudará a conter a insegurança generalizada e o sofrimento causados por este tipo de armamento, principalmente entre civis e crianças.
Segunda Guerra Mundial
A convenção da ONU também estabelece mecanismos de assistência às vítimas, limpeza de áreas contaminadas e destruição de estoques.
Até o momento, o acordo foi assinado por 107 países e ratificado por 37.
As bombas de fragmentação foram usadas, pela primeira vez, durante a Segunda Guerra Mundial.
Elas são geralmente deixadas em áreas de conflito e acabam explodindo anos após os combates. Cerca de 98% das vítimas destes explosivos são civis. Ao todo, as bombas já mataram mais de 10 mil pessoas; 40% das vítimas eram crianças.



