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 23 julho 2010
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Conselho da ONU nomeia missão para investigar incidente em Gaza

Grupo independente será composto por três especialistas internacionais; missão do Conselho de Direitos Humanos vai investigar violações das leis internacionais e humanitárias durante ação israelense no final de maio contra navios que seguiam para Faixa de Gaza.

Conselho de Direitos Humanos

Conselho de Direitos Humanos

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU nomeou nesta sexta-feira os três especialistas que irão compor uma missão independente para investigar violações das leis internacionais e humanitárias após o incidente com navios em Gaza no final de maio.

O grupo será composto pelo juíz Karl Hudson-Phillips, de Trinidad e Tobago, que já foi magistrado do Tribunal Penal Internacional, pelo advogado britânico Desmond de Silva, ex-promotor geral chefe da ONU para a Corte Especial para Serra Leoa, e por Mary Shanti Dairiam, da Malásia, que atua em iniciativa de igualdade de gênero do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud.

Resolução

O anúncio da criação do grupo foi feito após aprovação de resolução, quando o Conselho de Direitos Humanos condenou a ação de militares israelenses, que interceptaram navios que seguiam em águas internacionais com ajuda humanitária para Gaza. A ação resultou em pelo menos 10 mortes e deixou dezenas de feridos.

Na época, a resolução foi aprovada com 32 votos a favor, nove abstenções e três contra, incluindo Estados Unidos, Itália e Holanda. O Brasil votou a favor do texto. O órgão também exigiu que Israel libertasse todos os presos e equipamentos e facilitasse o retorno seguro dessas pessoas.

Durante o anúncio do grupo de especialistas, o presidente do Conselho de Direitos Humanos, embaixador da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, disse que a perícia, independência e imparcialidade dos membros da missão será focada na descoberta dos fatos.

Ele pediu para que todas as partes cooperem com a missão, que pode contribuir com a paz na região e justiça para as vítimas. Os integrantes do grupo devem apresentar relatório ao órgão em setembro.