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 14 abril 2010
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Congresso da ONU em Salvador discute pornografia infantil

Workshop sobre o tema aconteceu durante o evento do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, Unodc; foram avaliados os riscos do uso da internet e de redes sociais online por crianças e adolescentes.

É preciso maior proteção

É preciso maior proteção

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Um workshop da Campanha Global contra a Pornografia Infantil foi realizado em Salvador, na Bahia, durante o 12° Congresso da ONU sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal.

O evento organizado pelo Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime, Unodc, segue até o dia 19 de abril com a participação de três mil especialistas de 120 países.

Redes Sociais

O uso da internet e de redes sociais como Orkut e Facebook por menores de 18 anos foi um dos temas do workshop.

Na opinião do coordenador no Brasil da ONG Parceria para a Proteção da Criança e Adolescente, falta maior segurança online para evitar que os jovens sejam vítimas de assédio.

Luiz Rossi, que participou do evento, explicou à Rádio ONU, de Salvador, que é preciso trabalhar de maneira coordenada com pais, jovens e governos.

"Foi falado sobre a necessidade de envolvimento de mais atores nessa conversa, porque é um assunto que afeta a criança e o adolescente, mas aborda uma série de atores.

Com a escuta da criança e do adolescente, ouvindo qual é o seu envolvimento com as tecnologias de informação e comunicação e como elas, se não se envolverem corretamente, podem ser abusadas e exploradas online.

Nós temos que trabalhar com todo um sistema de garantia de direitos que possam atuar na proteção desses menores. Não há como trabalhar isoladamente quando se trata de abuso e exploração sexual de criança e adolescente", afirmou.

Vítimas

Dados da Campanha Global contra a Pornografia Infantil revelam que este mercado movimenta bilhões de dólares em todo o mundo, alimentado pela internet.

As vítimas são cada vez mais jovens: 19% de pedófilos identificados utilizavam imagens de crianças menores de três anos e 39% de crianças menores de seis anos.