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 29 março 2010
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Árvore brasileira na lista de proteção internacional da Cites (Português Brasil)

O controle do comércio do Pau-rosa entrará em vigor em 90 dias; além da árvore brasileira, plantas de Madagascar, alguns lagartos e sapos da América Central e salamandras do Irã terão o comércio monitorado.

Pau-rosa (Aniba rosaeodora)

Pau-rosa (Aniba rosaeodora)

Eduardo Costa Mendonça, da Rádio ONU em Nova York.

A conferência da Convenção sobre Mercado Internacional de Espécies em Risco da Fauna e da Flora, Cites, terminou sem um consenso sobre novas medidas de proteção de espécies marinhas.

Após duas semanas de intensos debates, os países membros da Cites encerraram os trabalhos com a aprovação de 24 inclusões na lista de proteção. Sete pedidos de proteção para espécies foram retirados da pauta de votação e 10 foram rejeitados, entre eles o que protegeria o urso polar.

Destruição de Ecossistemas

Entre as propostas aprovadas está a que limita o comércio e a exploração de uma árvore nativa do Brasil, o Pau-rosa.

Da essência extraída do tronco do Pau-rosa são produzidos perfumes famosos. Segundo pesquisadores, a intensa demanda pelo óleo da Aniba rosaeodora, como é conhecida através do nome científico, levou à extinção da espécie na Guiana e em parte da Amazônia brasileira.

O controle do comércio do Pau-rosa entrará em vigor em 90 dias. Além do Pau-rosa, muitas outras espécies de plantas de Madagascar, alguns lagartos e sapos da América Central e salamandras do Irã serão monitoradas.

A conferência da semana passada em Doha no Qatar reuniu cerca de 1,5 mil delegados de mais de 170 países. A próxima reunião do grupo está agendada para 2013 na Tailândia.