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Unamid defende nova abordagem económica para Darfur
Ibrahim Gambari propôs a criação de uma economia estável com o apoio do sector privado, acompanhada pela descentralização da autoridade estatal do centro para a periferia.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O representante especial conjunto da ONU e da União Africana em Darfur, Ibrahim Gambari, defendeu uma dupla abordagem para efectuar a transição de emergência para desenvolvimento na conturbada província sudanesa.
Ele afirmou que a situação enfrentada pelas pessoas deslocadas pela violência na região é insustentável.
Sociedade
Gambari disse a uma conferência internacional de doadores, realizada no domingo no Cairo, Egipto, que a maior parte dos deslocados internos que vivem em acampamentos recebem serviços básicos nas áreas de saúde e educação.
Mas o chefe da missão conjunta das Nações Unidas e da UA, Unamid, salientou que esta situação não é sustentável e irá conduzir, a longo prazo, ao cansaço dos doadores e ao aparecimento de vícios que podem afectar as comunidades e a sociedade no seu todo.
Ibrahim Gambari disse que um número crescente de deslocados está a procurar emprego e outras oportunidades num esforço para se tornarem mais auto-suficientes.
Ele defendeu a criação de uma economia estável com o apoio do sector privado, acompanhada pela descentralização da autoridade estatal do centro para a periferia.
Abordagem
Gambari disse que uma tal abordagem iria encorajar o regresso voluntário de deslocados, criando ao mesmo tempo oportunidades económicas para os que vivem em outras regiões do Sudão.
As Nações Unidas estimam que cerca de 300 mil pessoas foram mortas e outras 2,7 milhões deslocadas desde o início do conflito civil em Darfur, em 2003.



