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 19 março 2010
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Banco Mundial doa US$13 milhões para o cerrado brasileiro

Recursos serão implementados em projetos para o aumento de áreas protegidas, uso sustentável dos recursos naturais por pequenos agricultores e comunidades locais, novas políticas para a conservação do cerrado e monitoramento de medidas.

Região crítica para o país

Região crítica para o país

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.*

O Banco Mundial anunciou doação de US$13 milhões, R$23 milhões, do Fundo Global para o Meio Ambiente, GEF na sigla em inglês, para a 'Iniciativa Cerrado Sustentável', que prevê a conservação da biodiversidade no Brasil.

Os recursos serão implementados em projetos do Ministério do Meio Ambiente, nos Estados de Tocantins e Goiás e em iniciativa do Insituto Chico Mendes.

Tensão

O cerrado é um tipo único de savana tropical, que abriga mais de 12 mil espécies de plantas e milhares de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes de água doce.

O coordenador para a Amazônia de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial, Garo Batmanian, disse à Rádio ONU, de Brasília, que o cerrado representa ¼ do território brasileiro.

"Essa região é crítica porque boa parte dos rios da Amazônia nascem no cerrado, o rio São Francisco nasce no cerrado e várias das bacias dos grandes rios que vão para o Pantanal e para o sudeste brasileiro também. O cerrado é o berço das águas", afirmou.

Desmatamento

Segundo o Banco Mundial, estudos recentes mostram que o bioma está sob tensão devido a altas taxas de desmatamento. A estimativa é que 48% do cerrado já foi perdido e, se a tendência atual persistir, pode desaparecer até 2085.

Os resultados esperados no Brasil incluem o aumento de áreas protegidas, uso sustentável dos recursos naturais por pequenos agricultores e comunidades locais, novas políticas para a conservação do cerrado e monitoramento de medidas.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.