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Mundial de futebol pode reforçar luta contra racismo
Em mensagem por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, Navi Pillay relembrou que o evento terá lugar pela primeira vez em África, num país que durante muitos anos praticou uma política de racismo institucionalizado.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O próximo mundial de futebol na África do Sul oferece uma oportunidade tanto para reavaliar a questão do racismo no desporto como para reforçar o grande potencial do evento no combate à xenofobia e outras formas de intolerância na sociedade.
A afirmação consta da mensagem divulgada pela Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, que se comemora no domingo.
Simbolismo
Ela afirmou que o simbolismo do mundial de futebol 2010 é muito importante. Pillay relembrou que o evento terá lugar pela primeira vez em África, numa nação que durante muitos anos praticou uma política de racismo institucionalizado.
A Alta Comissária sublinhou que a decisão de organizar o mundial na África do Sul foi um factor na escolha de um tema desportivo para as comemorações do dia internacional para a eliminação do racismo.
Xabier Celaya, porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, disse à Rádio ONU, de Genebra, que Navi Pillay enfatizou na sua mensagem os vários incidentes de racismo que nos últimos anos têm ocorrido em campos de futebol através do mundo.
Pillay disse que o racismo no desporto é um problema em muitos países e muitas modalidades desportivas. Ela pediu aos dirigentes para seguirem o exemplo de duas das principais autoridades do futebol, FIFA e UEFA, e planearem campanhas sérias para erradicar o racismo do desporto aos níveis local, nacional e internacional"disse.
Massacre
O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, comemorado a 21 de Março, marca o aniversário do massacre de Sharpeville, quando dezenas de manifestantes pacíficos, que protestavam contra o apartheid, foram mortos pela polícia sul-africana.



