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África Subsaariana é a região com maior população em favelas
Relatório do UN-Habitat mostra melhoria na urbanização dessas áreas; mas apesar dos avanços, o número absoluto de moradores de favelas adicionados à população urbana global cresceu em 55 milhões entre 2000 e 2010.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque*.
Um total de 227 milhões de pessoas no mundo deixaram de viver em assentamentos precários entre 2000 e 2010 e passaram a fazer parte da cidade formal nos últimos 10 anos
A afirmação consta do estudo 'Estado das Cidades do Mundo 2010-2011: Unindo o Urbano Dividido'.
Urbanização
O relatório foi divulgado nesta quinta-feira pelo Centro das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, UN-Habitat, nas vésperas da abertura do Fórum Urbano Mundial, que ocorre de 22 a 26 de Março no Rio de Janeiro.
Para o UN-Habitat, os resultados da última década mostram maior urbanização nessas áreas e reflectem o alcance de uma das Metas do Milénio da ONU, que é melhorar a vida de pelo menos 100 milhões de habitantes em assentamentos precários até 2020.
Apesar dos avanços, o número absoluto de moradores de favelas adicionados à população urbana global cresceu em 55 milhões entre 2000 e 2010, devido ao aumento de assentamentos informais em países em desenvolvimento.
Segundo o documento, a África Subsaariana é a região com maior população em favelas, 199 milhões, quase 62% dos habitantes de áreas urbanas. Na América Latina e nas Caraíbas são 110 milhões de pessoas.
Os progressos e medidas de urbanização no mundo serão discutidas durante o Fórum no Brasil, como explicou à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, o responsável do escritório regional do UN-Habitat para a América Latina e o Caraíbas, Alberto Paranhos.
Recomendações
"A nossa ambição é que, no final do Fórum, possa ter uma lista de recomendações que nos permitam traduzir essas preocupações dos 20 mil participantes do evento em ações práticas que a gente possa sugerir aos governos", afirmou.
O documento do UN-Habitat alerta que a projecção é de aumento da população mundial em favelas de 6 milhões por ano, até 2020.
*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.



