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 18 março 2010
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227 milhões de pessoas deixam condições de favela no mundo

Relatório do UN-Habitat 'Estado das Cidades do Mundo 2010-2011: Unindo o Urbano Dividido' mostra melhora na urbanização dessas áreas; Fórum Urbano Mundial acontece entre 22 e 26 de março no Rio de Janeiro.

Relatório do UN-Habitat

Relatório do UN-Habitat

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

Um total de 227 milhões de pessoas no mundo deixaram de viver em condições de favela nos últimos 10 anos, segundo o 'Estado das Cidades do Mundo 2010-2011: Unindo o Urbano Dividido'.

O relatório foi divulgado nesta quinta-feira pelo Centro das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, UN-Habitat, às vésperas da abertura do Fórum Urbano Mundial, que acontece entre 22 e 26 de março no Rio de Janeiro.

Alcance

Segundo o documento, os resultados da última década mostram maior urbanização nessas áreas e refletem o alcance de uma das Metas do Milênio da ONU, que é melhorar a vida de pelo menos 100 milhões de habitantes em assentamentos precários até 2020.

Apesar dos avanços, o número absoluto de moradores de favelas adicionados à população urbana global cresceu em 55 milhões entre 2000 e 2010, devido ao aumento de assentamentos informais em países em desenvolvimento.

Os progressos e medidas de urbanização no mundo serão discutidos durante o Fórum no Brasil, como explicou à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, o oficial principal do escritório regional do UN-Habitat para a América Latina e o Caribe, Alberto Paranhos.

"A nossa ambição é que, ao final do Fórum, possa ter uma lista de recomendações que nos permitam traduzir essas preocupações dos 20 mil participantes do evento em ações práticas que a gente possa sugerir aos governos", afirmou.

América Latina

O relatório do UN-Habitat mostra ainda que a África Subsaariana é a região com maior população em favelas, 199 milhões, quase 62% dos habitantes de áreas urbanas. Na América Latina e no Caribe são 110 milhões de pessoas.

O documento alerta que a projeção é de aumento da população mundial em favelas em seis milhões por ano, até 2020.