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Terremoto no Haiti retrocedeu luta contra a pobreza em 10 anos
Avaliação preliminar de órgão da Cepal revela que porcentagem de haitianos que vivem em condições de extrema pobreza após o tremor de terra alcançou 71% da população, taxa similar à registrada há quase uma década.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
O terremoto no Haiti retrocedeu a luta contra a pobreza no país em quase uma década, segundo avaliação preliminar do Comitê de Desenvolvimento e Cooperação do Caribe, Cdcc.
Segundo o Cdcc, que é órgão permanente da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, a porcentagem de haitianos que vivem em condições de extrema pobreza após o tremor de terra alcançou 71% da população, taxa similar à registrada há 10 anos.
Agravamento
Os dados foram apresentados esta semana durante sessão do Comitê na cidade de Saint George´s, na ilha caribenha de Granada.
A secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, disse durante o encontro que as recentes catástrofes naturais agravaram o já crítico cenário financeiro e econômico de alguns países da região.
O governo do Haiti estima mais de 220 mil mortes e 1,5 milhão de pessoas afetadas pelo terremoto, o equivalente a 15% da população nacional.
Estima-se que os danos totais tenham alcançado US$7,8 bilhões, R$13 bilhões, valor correspondente a mais de 120% do PIB do país em 2009.
Vulnerabilidade
A reunião no Caribe é preparatória para a conferência de doadores para o Haiti, programada para acontecer em Nova York em 31 de março.
O encontro também analisou a vulnerabilidade dos pequenos Estados insulares e como eles enfrentam questões de emergência e impactos financeiros. A Cepal informa que as economias do Caribe registraram retração de 2,1% no ano passado.



