TBD
Capoeira para crianças refugiadas na Síria
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
Na fronteira entre o Iraque e a Síria, o campo de Al-Tanf chegou a abrigar 850 refugiados palestinos que fugiam da guerra no Iraque. A região, conhecida como "terra de ninguém", abrigou principalmente crianças.
"Isso é o deserto. Não há comida, não há bebida, não há nada aqui", lamenta o pequeno iraquiano. O chão de terra, as pedras, as tendas feitas de lona, a falta de água e de higiene faziam de Al-Tanf um típico campo de refugiados.
A falta de comida e de apoio educacional e psicológico para as crianças também eram problemas diários do acampamento. O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, decidiu então ensinar capoeira àquelas crianças refugiadas.
Aulas Semanais
Na opinião do diretor do projeto CapoeirArab, Tarek Alsaleh, a idéia do Unicef foi fantástica e de um impacto muito positivo. Por meio da parceria com a agência, os instrutores do CapoeirArab ensinaram às crianças do campo na Síria a arte afro-brasileira durante seis meses.
Além da música e dos movimentos típicos, as aulas semanais integraram as crianças, que aprenderam a importância de respeitar o próximo. A melhora no comportamento também foi notada.
A consultora psico - social do campo de Al-Tanf, Patrizia Giffone, explica que por meio da capoeira, os refugiados tem a chance de expressar a raiva e frustração. A arte melhora a saúde física e mental dessas crianças.
Esta aluna iraquiana conta que fica feliz ao jogar capoeira e gosta muito do esporte.
Entretenimento e Recreação
Em fevereiro deste ano, o campo de refugiados de Al-Tanf foi fechado, encerrando um dos capítulos mais dolorosos da história dos refugiados iraquianos. O fechamento do campo foi um passo importante para a segurança dessas pessoas, que foram realocadas para casas ou acampamentos em melhores condições.
O Unicef continua na luta pelo direito dessas crianças, utilizando a capoeira como forma de entretenimento e recreação física, elementos importantes do trabalho da agência.




