TBD
Onuci desapontada com adiamento das eleições na Côte d'Ivoire (Português África)
Enviado da ONU disse que o actual impasse sobre eleições e reunificação deverá causar mais manifestações violentas e mortes; embaixador marfinhense afirmou que escrutínio não pode ser realizado no actual clima de intimidação.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O enviado especial das Nações Unidas à Côte d'Ivoire, Choi Young-Jin, lamentou o adiamento das eleições no país da África Ocidental.
Falando esta quarta-feira numa reunião do Conselho de Segurança, ele disse que o impasse político que teve início em Janeiro fragilizou o processo eleitoral.
Escrutínio
Choi salientou que a decepção da ONU foi agravada pelo facto do adiamento do escrutínio ter culminado um longo período de preparação, após a publicação, em Novembro, de uma lista eleitoral credível e equilibrada.
O enviado das Nações Unidas disse que o actual impasse sobre eleições e reunificação deverá causar mais manifestações violentas e mortes.
Choi Young-Jin informou o Conselho de Segurança que 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em várias regiões da Côte d'Ivoire na recente onda de violência.
Ele sublinhou que a missão da ONU no país, Onuci, tem três objectivos principais a curto prazo: manter a paz e estabilidade, salvaguardar os ganhos alcançados, como a lista eleitoral provisória e publicar um caderno eleitoral definitivo o mais depressa possível.
Intimidação
Falando na mesma reunião, o embaixador marfinhense junto às Nações Unidas, Alcide Djédjé, disse que as eleições não poderiam ser realizadas no actual clima de intimidação que prevalece no país.
O representante da Côte d'Ivoire disse é que é preciso fornecer meios aos mediadores para resolverem na próxima semana a questão da restauração da autoridade do estado antes da organização de um escrutínio credível.



