Rádio ONU

Clique Aqui

Links Úteis

Conectar

Serviços

 17 março 2010
Real Imprimir Compartilhar

Mundo precisa de nova abordagem macroeconômica, afirma Unctad (Português Brasil)

Órgão diz que o caos monetário atual se tornou uma ameaça para o comércio mundial e pode ser usado como álibi por países para recorrerem a medidas protecionistas; os efeitos nos mercados que tinham moedas frágeis seriam adversos e a Unctad cita o exemplo do real brasileiro.

Foto: World Bank

Foto: World Bank

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.



A necessidade de nova abordagem para a governança macroeconômica global é mais urgente do que nunca.

A afirmação é da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, em análise divulgada nesta quarta-feira.

Medidas Protecionistas

Segundo o órgão, o caos monetário atual se tornou uma ameaça para o comércio mundial e pode ser usado como álibi por países para recorrerem a medidas protecionistas.

A Unctad afirma que a comunidade internacional permitiu uma incoerência monetária geral antes e após a crise financeira e que os mercados tiveram permissão para manipular moedas.

A Conferência alerta que esses investidores institucionais estão de volta ao mercado e que os países agora enfrentam grandes fluxos de dinheiro que não podem ser colocados em uso produtivo, criam desalinhamento de preços e distorções comerciais.

A recuperação econômica, na avaliação do órgão, é modesta e o reaquecimento de vários países emergentes e em desenvolvimento desde março do ano passado, evidencia a existência de novas bolhas e possível nova rodada da crise.

Supervalorização

A Unctad afirma que os efeitos nos mercados que tinham moedas frágeis são adversos. Um exemplo seria o real brasileiro, cuja valorização tem evitado ganhos urgentes de competitividade, o que poderia levar a supervalorização grave.

A Conferência diz que casos como o do Brasil precisam ser avaliados e questiona visão geral de economistas, políticos e especialistas de que a China deveria permitir que o valor da moeda do país, o yuan, seja definido livremente pelo mercado.

Segundo a Unctad, sugerir taxa de câmbio flutuante para a China é ignorar a importância do mercado doméstico e estabilidade externa para a região e o resto do planeta.