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Homofobia dificulta luta contra Sida nas Caraíbas
Segundo o Onusida, legislação anti-homossexual estigmatiza grupos da população, tais como homens que praticam sexo com outros homens, impedindo o acesso a informação sobre prevenção e tratamento.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O director-executivo do Programa Conjunto da ONU sobre HIV-Sida, Michel Sidibé, apelou aos governos da região das Caraíbas para despenalizarem a homossexualidade.
Sidibé disse na terça-feira que tais leis encorajam a homofobia e dificultam o combate ao vírus do HIV.
Prevenção
Ele sublinhou ainda que elas estigmatizam grupos da população, tais como homens que praticam sexo com outros homens, impedindo o acesso a informação sobre prevenção e tratamento.
Michel Sidibé afirmou que em países como a Jamaica, onde a homossexualidade é ilegal, a incidência do vírus entre homens homossexuais é de 32%, comparada com 1,6% para o resto da população.
Em contrapartida, nos países das Caraíbas que não penalizam a prática, como Cuba e República Dominicana, os índices de prevalência do HIV variam entre 1% e 8% para esse mesmo grupo populacional.
Tratamento
O chefe da agência da ONU indicou que a diminuição da homofobia e a eliminação de leis punitivas que criminalizam sexo entre homens criam um ambiente propício para se alcançar o acesso universal a tratamento.
Apenas cinco das 16 nações das Caraíbas não possuem leis que penalizam a homossexualidade: Bahamas, Cuba, República Dominicana, Haiti e Suriname.



