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Reconciliação no Afeganistão depende de apoio nacional
Em relatório ao Conselho de Segurança, Ban Ki-moon ressalta iniciativa do presidente afegão sobre o incentivo a membros e comandantes do Talibã para o fim da violência e a preparação de conversas estratégicas com os dirigentes do grupo.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o sucesso de qualquer processo de reconciliação no Afeganistão vai depender de amplo apoio nacional.
No mais recente relatório sobre o país ao Conselho de Segurança, Ban afirma que o mandato da Missão das Nações Unidas no país, Unama, permite o fornecimento de 'bons ofícios' para apoiar a implementação do processo de reconciliação liderado pelos afegãos.
Promoção do Diálogo
No texto, ele lembra que o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, delineou na Conferência de Londres, realizada no final de janeiro, um programa de paz e reintegração através da promoção do diálogo.
Segundo o Secretário-Geral, a iniciativa tem dois objetivos: incentivar membros e comandantes do Talibã para o fim da violência e preparar conversas estratégicas com os dirigentes do grupo.
Ban Ki-moon cita ainda a criação de um conselho nacional de paz para reintegração de opositores armados e o estabelecimento de um fundo de doação para fornecer empregos e incentivos financeiros para os que renunciarem à violência.
Ele ressalta que a retirada de cinco ex-integrantes do Talibã da lista de sanções da ONU em janeiro foi considerada construtiva para a confiança do Afeganistão e diz que a medida pode ajudar a elaborar a fundação para um eventual processo político.
Mortes de Civis
O Secretário-Geral afirma ainda que a deterioração da situação de segurança no país continua, já que 2009 foi o ano com maior número de mortes de civis desde a queda dos Talibãs.
No total, 2,412 mil pessoas foram mortas, um aumento de 14% em relação a 2008.
O relatório de Ban Ki-moon deve ser discutido no Conselho de Segurança na próxima quinta-feira.



