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ONU saúda acordo entre governo somali e grupo rebelde
Pacto para a paz e reconciliação foi assinado entre o Governo Federal de Transição e um grupo conhecido por Ahlu Sunnah Wal Jama'a, na sede da União Africana, em Adis-Abeba, na Etiópia; representante das Nações Unidas disse que acordo é um sinal de que a situação pode mudar na Somália.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O enviado das Nações Unidas para a Somália, Ahmedou Ould-Abdallah, saudou a assinatura de um acordo de paz entre o governo e um grupo rebelde.
Num comunicado divulgado na segunda-feira, ele afirmou que a nação do Corno de África está num período de transição de estado falhado para país frágil.
Reconciliação
O pacto para a paz e reconciliação foi assinado entre o Governo Federal de Transição e um grupo conhecido por Ahlu Sunnah Wal Jama'a, na sede da União Africana, UA, em Adis-Abeba, na Etiópia.
Segundo o Escritório da ONU para a Somália, este último acordo respeita o espírito do Tratado de Paz de Djibouti, assinado em 2008 entre o governo provisório somali e a Aliança para a Relibertação da Somália.
O documento deveria ter aberto caminho para a cessação de todos os confrontos armados no conturbado país.
O novo acordo de paz segue-se à declaração assinada em Junho do ano passado em Nairobi entre o governo e o Ahlu Sunnah Wal Jama'a, sob a égide da ONU.
Optimismo
No comunicado, Ould-Abdallah disse que o novo pacto é um sinal de que a situação pode mudar na Somália. Ele expressou também optimismo de que a reaproximação entre somalis pode ser acelerada.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, informou no início do ano que confrontos entre o grupo Ahlu Sunnah Wal Jama'a e uma milícia rival, o Al Shabaab, matou ou feriu mais de 150 pessoas e deslocou milhares no centro da Somália.



