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 15 março 2010
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Protecção do tigre e rinoceronte no topo da agenda ambiental

Reunião da Cites, em Doha, quer adoptar uma estratégia contra a caça ilegal desses dois animais; número de tigres no continente asiático caíu de quase 100 mil nos anos 90 para cerca de 3,2 mil.

Tigres ameaçados

Tigres ameaçados

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.


A conferência da Convenção sobre Mercado Internacional de Espécies em Risco da Fauna e da Flora, Cites, vai discutir esta semana o estado precário dos tigres selvagens e a caça e comércio ilegal desse animal.

O encontro, a decorrer em Doha, capital do Catar, reúne cerca de 1,5 mil delegados de mais de 170 países, ONGs, sector privado e grupos indígenas.

Estratégia

O Secretariado da Cites, em colaboração com a Interpol, apelou a todos os países para submeterem informação sobre crimes contra tigres, para poder adoptar uma estratégia contra a caça ilegal.

No início dos anos 90, mais de 100 mil tigres viviam em todo o continente asiático. Estimativas actuais indicam que hoje em dia o número desses animais diminuiu para cerca de 3,2 mil.

Os tigres são normalmente caçados pela sua pele, que é usada para fins decorativos. Outras partes do seu corpo são utilizadas para fazer medicamentos tradicionais.

A reunião de Doha está também a debater a escalada na caça ao rinoceronte e o combate a redes criminosas envolvidas no crescente comércio ilegal dos seus chifres em várias regiões de África e Ásia.

O número de rinocerontes no mundo cresceu de forma encorajadora na década de 90, mas rumores nos últimos anos de que o seu chifre poderia travar o alastramento de células cancerosas voltou a aumentar o seu comércio ilegal.

Ecosistemas

A Assembleia-Geral da ONU declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade e o director-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, Achim Steiner, disse que este ano é crucial para a tomada de medidas para proteger as espécies.

A reunião da Cites, que termina a 26 de Março, vai discutir cerca de 42 propostas que reflectem a preocupação internacional sobre o aceleramento da destruição de ecosistemas florestais e marinhos.