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Pessoas que usam drogas injectáveis precisam de melhores serviços de HIV
O director-executivo do Onusida, Michel Sidibé, disse que programas de prevenção devem incluir o acesso a agulhas limpas, antiretrovirais e preservativos numa abordagem abrangente e baseada no respeito de direitos humanos.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Um estudo realizado o ano passado sobre a cobertura dos serviços de prevenção e tratamento de HIV para os consumidores de drogas injectáveis concluiu que, com poucas excepções, a disponibilidade desses serviços é reduzida e insuficiente para evitar ou travar a epidemia da doença a nível mundial.
O documento foi publicado na edição deste mês da revista médico-científica, The Lancet.
Necessidades
Financiada por várias instituições, incluindo o Escritório da ONU para Drogas e Crime, Unodc, o estudo sublinha a necessidade de uma melhoria na recolha de dados sobre as pessoas que injectam drogas de forma a se obter um retrato mais claro sobre as suas necessidades.
Uma nota do Programa das Nações Unidas sobre HIV-Sida, Onusida, indica que existem várias lacunas nos serviços disponíveis. O estudo estima que, na área de prevenção, apenas foram distribuidas duas agulhas por mês e 12 preservativos por ano a cada consumidor de drogas.
A agência da ONU salienta, contudo, que essa média global esconde variações regionais e nacionais ainda maiores.
Prevenção
Enquanto esses serviços de distribuição estão disponíveis em quase todos os países da Europa, Ásia Central, Austrália e América do Norte, grande parte de nações no sul e sudeste asiático e na África Subsaariana não dispõem de programas de prevenção para consumidores de drogas injectáveis.
O director-executivo do Onusida, Michel Sidibé, disse que programas de prevenção devem incluir o acesso a agulhas limpas, antiretrovirais e preservativos numa abordagem abrangente e baseada no respeito de direitos humanos.



