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Haiti precisa de ajuda humanitária até 2011, diz Minustah (Português Brasil)
Edmond Mulet afirma que a assistência ao país caribenho deve durar por mais 12 meses; projeto com programas de desenvolvimento a médio e longo prazo para o Haiti deve ser apresentado a doadores em encontro previsto para 31 de março em Nova York.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
O Haiti vai precisar de assistência humanitária por pelo menos mais 12 meses, segundo o atual chefe da missão da ONU no país, Minustah, Edmond Mulet.
Em entrevista a jornalistas em Nova York na terça-feira, ele afirmou que a primeira fase da ajuda de emergência deve funcionar junto com a etapa seguinte, que é a de recuperação e reconstrução.
Coordenada
O motivo seria a chegada da temporada de chuvas em março e a dos furacões, prevista para junho.
O Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, informa que as prioridades no país continuam sendo abrigo, saneamento, alimentação e gestão de áreas.
O governo haitiano e trabalhadores humanitários estão finalizando os planos para cinco acampamentos de transição. A ideia é retirar 1,3 milhão de pessoas das ruas de Porto Príncipe.
Edmond Mulet disse que a resposta ao terremoto está mais coordenada e que os funcionários da Minustah estão colocando a missão de volta no lugar, apesar de morarem, trabalharem e tomarem banho na base logística próxima ao aeroporto da capital haitiana.
Desenvolvimento
Mulet ressaltou que os capacetes azuis, além de garantirem segurança e estabilidade, também estão envolvidos em atividades relacionadas à assistência humanitária e ao apoio para a recuperação econômica do país.
Um projeto com programas de desenvolvimento a médio e longo prazo para o Haiti deve ser apresentado a doadores em encontro previsto para 31 de março em Nova York.



