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 3 março 2010
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Mulheres ainda são vítimas de discriminação e injustiça

Ban Ki-moon disse que até 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência ao longo da vida e que a maior parte das agressões são feitas por parceiros; ele participou na abertura das comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março.

Ban Ki-moon

Ban Ki-moon

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Grandes objectivos da humanidade, como paz, segurança e desenvolvimento sustentável, estão ameaçados enquanto as mulheres não forem libertadas da pobreza e da injustiça.

A afirmação foi feita esta quarta-feira pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante evento em Nova Iorque para marcar a abertura das comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março.

Legislação

Ban citou exemplos de progressos nos últimos 15 anos, período de implementação da Plataforma de Acção de Pequim, adoptada durante a 4ª Conferência Mundial sobre as Mulheres.

O Secretário-Geral disse que um número crescente de países têm políticas e legislação de apoio à igualdade de género e saúde reprodutiva.

Ele salientou que raparigas recebem educação primária, mulheres estão envolvidas em negócios e fazem parte de governos, mas a injustiça e a discriminação ainda persistem.

Ban Ki-moon lembrou que até 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência ao longo da vida e que a maior parte das agressões são feitas por parceiros.

Capacitação

O Secretário-Geral afirmou que esses crimes negam os direitos fundamentais das mulheres, assim como os casamentos forçados, abuso sexual e tráfico humano.

Ele fez um apelo para que a Assembleia Geral crie uma nova entidade para promover a igualdade de género e a capacitação feminina no sistema das Nações Unidas. O órgão, segundo ele, pode oferecer programação coerente e ser uma voz mais forte para as mulheres.

*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.