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Promotor do TPI diz que violência eleitoral no Quénia foi organizada (Português África)
Luis Moreno Ocampo disse que altos dirigentes do partido governamental e da oposição usaram redes pessoais, tribais, do governo ou de negócios para cometerem os crimes; ele forneceu aos juízes do tribunal uma lista contendo a descrição dos incidentes mais graves e os nomes de 20 pessoas que alega serem os principais responsáveis pelos crimes.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O promotor do Tribunal Penal Internacional, TPI, Luis Moreno Ocampo, indicou que altos dirigentes e homens de negócios associados aos principais partidos políticos no Quénia organizaram, instigaram e financiaram ataques contra populações civis com base na sua afiliação étnica ou política, durante a violência que se seguiu às eleições de Dezembro de 2007.
Juízes do tribunal pediram o mês passado a Ocampo para fornecer, até esta quarta-feira, esclarecimentos e informação adicional para fundamentar o seu pedido para uma investigação à violência pós-eleitoral naquela nação da África Oriental.
Redes Tribais
Num comunicado divulgado em Haia, Holanda, sede do TPI, o promotor disse que altos dirigentes do partido governamental e da oposição estavam motivados por objectivos políticos para manterem ou alcançarem o poder.
Ocampo afirmou que eles usaram redes pessoais, tribais, do governo ou de negócios para cometerem os crimes.
Ele salientou que os principais responsáveis pela onda de violência implementaram a sua política com a ajuda de funcionários do estado e de instituições públicas e privadas, tais como parlamentares, oficiais da polícia e gangues de jovens.
Incidentes
Luis Moreno Ocampo forneceu aos juízes do TPI uma lista contendo a descrição dos incidentes mais graves e os nomes de 20 pessoas que alega serem os principais responsáveis pelos crimes.
O promotor reiterou que nenhum dos indivíduos identificados respondeu ainda pelos crimes no Quénia. Ele pediu ao tribunal para tomar uma decisão urgente sobre o seu pedido já que tanto as vítimas como os suspeitos necessitam de justiça.



