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Falta de fundos ameaça serviço aéreo da ONU na Guiné-Conracri
A operação, que é gerida pelo PAM, necessita de mais de US$ 3 milhões até o fim deste mês para poder continuar a transportar bens de emergência e trabalhadores humanitários no país e na sub-região; o serviço desempenha papel vital no acesso a locais remotos e em situações em que a instabilidade impede o transporte por via terrestre.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Uma escassez de fundos ameaça o Serviço Aéreo Humanitário da ONU, Unhas na sua sigla em inglês, na Guiné-Conacri.
A operação necessita de mais de US$ 3 milhões até o fim deste mês para poder continuar a transportar bens de emergência e trabalhadores humanitários no país e na sub-região.
Impacto
A directora do Programa Alimentar Mundial, PAM, na nação da África Ocidental, Fatma Samoura, disse que está profundamente preocupada pelo impacto da possível suspensão dos voos dada a falta de alternativas de transporte aéreo.
O Serviço Aéreo Humanitário da ONU, que é gerido pelo PAM, desempenha um papel vital no acesso a locais remotos e em situações em que a instabilidade impede o transporte por via terrestre.
A operação transporta também trabalhadores humanitários da ONU e de ONGs, assim como jornalistas, para algumas das zonas de crise de mais difícil acesso no mundo.
Suspensão
Samoura disse que as Nações Unidas estimam que mais de 1,8 milhões de pessoas poderiam ser afectadas pela suspensão dos voos.
O Unhas foi estabelecido na Guiné-Conacri para facilitar a movimentação de pessoal humanitário e o transporte de bens de emergência. O serviço liga também o país a outros Estados da África Ocidental, tais como a Serra Leoa, Libéria e Cote d'Ivoire.



