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Sismo no Chile matou mais de 700 pessoas, diz Ocha
Órgão diz que 1,5 milhão de residências sofreram danos; governo já solicitou hospitais de campanha equipados para cirurgias, centros de diálise autónomos, geradores e telefones satélite.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Iorque.*
O Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, estima que 2 milhões de pessoas foram afectadas pelo terramoto no Chile.
A porta-voz do órgão, Elizabeth Byrs, disse esta terça-feira em Genebra que o governo chileno já contabilizou 723 mortes e que 1,5 milhão de residências sofreram danos.
Resposta Eficaz
Os esforços de assistência humanitária são coordenados pelo Escritório Nacional de Emergência do Chile, que já pediu hospitais de campanha equipados para cirurgias, centros de diálise autónomos, geradores e telefones satélite.
Segundo o Ocha, o governo chileno também precisa de sistemas de avaliação de danos estruturais, purificação da água e pontes móveis.
O secretário-executivo adjunto da Comissão Económica para a América Latina e o Caribe, Antonio Prado, disse à Rádio ONU, de Santiago, que a reação ao tremor de terra tem sido muito eficaz.
"A resposta do governo do Chile foi muito rápida, muito segura. A Presidente da República em menos de meia hora já estava mobilizada para o acompanhamento e tomada de decisões e medidas. O processo está muito bem coordenado pelo governo e, na medida em que for necessário, irá solicitar ajuda externa", afirmou.
Vacinas
A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que o ministério da saúde chileno prevê perda substancial de vacinas. Para evitar surtos de hepatite A, o Chile pediu 800 mil doses para imunizações no país.
A Organização Internacional para Migrações, OIM, anunciou que está a trabalhar com agências parceiras para identificar a situação das comunidades vulneráveis.
*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.



