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Migrantes têm acesso inadequado a serviços do HIV na África Austral
Estudo da OIM revela que vários factores contribuem para o aumento da vulnerabilidade dos trabalhadores migrantes e populações móveis à doença; estes incluem a solidão, múltiplos parceiros sexuais e poucos conhecimentos sobre a transmissão do vírus.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Trabalhadores migrantes na África Austral têm um acesso fraco ou inadequado a serviços de prevenção e tratamento ao HIV-Sida, apesar da sua alta vulnerabilidade à doença na região.
A afirmação consta de um novo estudo divulgado esta terça-feira pela Organização Internacional para Migrações, OIM.
Vulnerabilidade
A pesquisa foi encomendada pela Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos, Usaid, e financiada por uma iniciativa do presidente americano para a prevenção do HIV na região.
O estudo foi realizado em oito países da área, incluindo Angola e Moçambique, num período de cinco meses, de Julho a Novembro do ano passado.
A avaliação centrou-se principalmente nos migrantes que trabalham nos sectores da agricultura, minas, construção civil e transportes.
O estudo conclui que vários factores contribuem para o aumento da vulnerabilidade dos trabalhadores migrantes e populações móveis.
Contraceptivos
Estes incluem a solidão que resulta da sua ausência de casa por largos períodos de tempo, ambientes sociais onde o álcool e o sexo são as únicas formas de divertimento, muitos parceiros sexuais e poucos conhecimentos sobre a transmissão da doença e uso de contraceptivos.
Além disso, muitos migrantes irregulares evitam os centros de saúde, citando os altos custos do tratamento ou o medo de serem deportados.



