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 2 março 2010
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Pillay deplora uso de força letal contra migrantes pelo Egipto

Navi Pillay apelou também à realização de um inquérito independente sobre a morte, ferimento e desaparecimento de dezenas de pessoas no deserto do Sinai, no lado egípcio da fronteira com Israel, desde Julho de 2007; cerca de 60 migrantes foram mortos nos últimos dois anos e meio pelas forças egípcias de segurança.

Navi Pillay

Navi Pillay

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.


A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu ao governo do Egipto para ordenar imediatamente os seus serviços de segurança a pôrem cobro ao uso de força letal contra migrantes desarmados que tentam entrar em Israel via o deserto de Sinai.

Um comunicado divulgado esta terça-feira, em Genebra, revela que cerca de 60 migrantes foram mortos nos últimos dois anos e meio.

Inquérito

Pillay apelou também à realização de um inquérito independente urgente sobre a morte, ferimento e desaparecimento de um número tão elevado de pessoas pelas forças de segurança no lado egípcio da fronteira com Israel, desde Julho de 2007.

A Alta Comissária disse que sabia de muitos incidentes em que migrantes perderam as suas vidas em barcos superlotados ou durante tentativas de atravessar áreas fronteiriças remotas.

Ela afirmou, contudo, que não conhecia nenhum outro país onde tantos migrantes e refugiados foram mortos de forma deliberada pelas forças de segurança.

Acidente

Navi Pillay deplorou esta situação, afirmando que um número tão elevado de vítimas sugere que muitos oficiais egípcios vinham usando a táctica de atirar para matar. Ela enfatizou que 60 mortes não podem ser descritas como um acidente.

Segundo o comunicado, a última vítima morreu este fim de semana, o nono migrante estrangeiro morto desde o início do ano. A maior parte das pessoas mortas no Sinai são da África Subsaariana, particularmente da Etiópia, Sudão e Eritreia.