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 1 março 2010
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Migiro defende acções concretas para alcançar igualdade de género

Vice-Secretária-Geral da ONU, Asha-Rose Migiro, falava durante abertura da 54ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher; reunião marca o 15º aniversário da adopção da Declaração de Beijing.

Asha-Rose Migiro

Asha-Rose Migiro

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Apesar dos progressos registados nos últimos 15 anos no avanço da igualdade de género e capacitação das mulheres, ainda existe a necessidade de transformar promessas e palavras em acções concretas em várias áreas.

A afirmação foi feita esta segunda-feira, em Nova Iorque, pela vice-Secretária-Geral da ONU, Asha-Rose Migiro, durante a abertura da 54ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher.

Programas Nacionais

Ela notou que muitos países conseguiram avanços em diversos sectores, tais como a educação e adopção de leis, programas e políticas nacionais.

Migiro afirmou que um número crescente de pessoas compreende agora que a igualdade de género e capacitação de mulheres não é apenas um objectivo em si, mas a chave para um desenvolvimento sustentável, crescimento económico, paz e segurança.

A sessão deste ano da Comissão sobre o Estatuto da Mulher marca o 15º aniversário da adopção da Declaração de Beijing.

Graça Samo, directora-executiva da rede moçambicana de ONGs, Fórum Mulher, disse à Rádio ONU, em Nova Iorque, que o contexto em que decorre a actual reunião é completamente diferente do de Beijing.

"Estamos perante crises económicas e financeiras. Quando fomos a Beijing não tínhamos o problema de terrorismo que hoje é uma questão da agenda global. Como é que vamos enfrentar esses problemas colocando como prioridade a agenda dos direitos das mulheres. A questão do acesso a financiamento é um outro problema importante", afirmou.

Sector Privado

O encontro de Nova Iorque, que durará duas semanas, reúne representantes de governos, sociedade civil e sector privado.

Migiro disse que o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, apontou a igualdade de género e capacitação das mulheres como áreas prioritárias de acção para o sistema das Nações Unidas.