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Combate à dengue não pode ser feito apenas com insecticidas (Português África)
Pesquisa da OMS realizada em seis países asiáticos descobriu diferenças significativas no padrão de reprodução e transmissão do mosquito 'Aedes aegypti'; infecções cresceram muito nas últimas décadas devido à urbanização, comércio e viagens.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque .*
O combate ao mosquito que provoca a dengue não pode ser feito apenas com a utilização de insecticídas.
A afirmação consta de um estudo publicado esta segunda-feira no boletim da Organização Mundial da Saúde, OMS.
Reprodução
A pesquisa realizada em seis países asiáticos descobriu diferenças significativas no padrão de reprodução e transmissão do mosquito 'Aedes aegypti'. As variações dependem de hábitos domésticos e condições ambientais e ecológicas.
O estudo, realizado pela OMS e pelo Centro de Desenvolvimento de Pesquisa do Canadá, analisou edifícios públicos e privados e espaços abertos em cidades da Índia, Indonésia, Mianmar, Filipinas, Sri Lanka e Tailândia.
Segundo a publicação, os mosquitos preferem se reproduzir em recipientes com água da chuva mas, após o uso de insecticídas, eles encontram alternativas em recipientes cobertos com água de torneira, em locais fechados.
A coordenadora de informação e análise em saúde da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, Fatima Marinho, disse à Rádio ONU, de Washington, que a participação comunitária é crucial no combate à dengue.
"Os mosquitos têm um raio de circulação de 200 metros. Portanto, existe um risco de infecção nesse espaço. A pessoa pode controlar a situação em sua casa, mas se o vizinho não faz o mesmo ou se existem terrenos abandonados ou casas de verão com piscinas, então esses locais serem de criadouro. É importante enfatizar a importância do combate ao mosquito a nível comunitário" afirmou.
Larvas
A conclusão dos pesquisadores é que somente o uso de insecticidas em larga escala não é eficaz na redução da fase inicial, ou seja, das larvas dos mosquitos.
A OMS informa que a dengue é uma doença séria e letal e que as infecções cresceram muito nas últimas décadas devido à urbanização, comércio e viagens.
*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.



