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Activistas pedem adesão americana ao tratado sobre minas (Português África)
Membros da Campanha Internacional para a Proibição de Minas, Icbl, uma ONG que venceu o Prémio Nobel da Paz em 1997, vão visitar dezenas de embaixadas dos Estados Unidos para pedirem ao país para aderir sem demoras à convenção; tratado entrou em vigor a 1 de Março de 1999.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Activistas através do mundo estão a intensificar o seu apelo para os Estados Unidos aderirem ao Tratado para a Proibição de Minas Anti-Pessoais, 11 anos após a entrada em vigor da convenção.
O governo americano anunciou em Novembro do ano passado que tinha iniciado uma revisão da sua política na área.
Flagelo
Membros da Campanha Internacional para a Proibição de Minas, Icbl, uma ONG que venceu o Prémio Nobel da Paz em 1997, vão visitar esta segunda-feira dezenas de embaixadas dos Estados Unidos em várias regiões do mundo para pedirem ao país para aderir sem demoras ao tratado.
A convenção para a proibição de minas foi adoptada em 1997 e entrou em vigor 15 meses depois a 1 de Março de 1999, um período de tempo recorde para um tratado internacional moderno.
A directora-executiva da Icbl, Sylvie Brigot, disse que a sua organização está satisfeita com a decisão dos Estados Unidos de reavaliar a sua política na área de minas anti-pessoais.
Ela pediu ao governo americano para escutar as vozes de sobreviventes de minas e comunidades afectadas pelo flagelo durante esse processo de revisão.
Acidentes
Os Estados Unidos não usam minas anti-pessoais desde 1991, proibiram a sua exportação um ano depois e não produzem esses engenhos explosivos desde 1997.
Segundo a ONU, cerca de 5,5 mil pessoas morrem todos os anos em acidentes com minas antipessoais.



