TBD
ONU quer mais apoio internacional para a resposta à Aids no Haiti
Unaids alerta que o país é o mais afetado pela epidemia no Caribe, com estimativa de 120 mil portadores do HIV antes do terremoto; relatório mostra que a Aids é impulsionada por relações heterossexuais e a maioria dos portadores do vírus, 53%, são mulheres.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.*
O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, quer uma estratégia coordenada de apoio à população do Haiti portadora do vírus.
Segundo o órgão, o país é o mais afetado pela epidemia no Caribe, com estimativa de 120 mil portadores do HIV antes do terremoto.
Tratamento
No relatório 'Ajudando o Haiti a Reconstruir a Resposta à Aids', divulgado nesta sexta-feira, o Unaids aborda a situação atual na ilha caribenha e o que é preciso para continuar auxiliando os haitianos.
O estudo mostra que a doença no país é impulsionada por relações heterossexuais e a maioria dos portadores, 53%, são mulheres.
O diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibé, diz que grande parte dos danos após o tremor de terra aconteceram em três áreas onde viviam 60% dos portadores do HIV. As regiões também abrigavam metade dos locais de tratamento com antiretrovirais.
Ele afirma que programas são necessários para reduzir a vulnerabilidade do vírus e garantir segurança, já que 1 milhão de pessoas estão morando em abrigos temporários e correm o risco de violência sexual e de gênero.
Prioritárias
O Unaids estabelece sete ações prioritárias para o HIV/Aids no país, entre elas a reconstrução do sistema de saúde, a proteção dos deslocados portadores do vírus e a revitalização de serviços de prevenção.
A agência da ONU informa que o orçamento para o Haiti era de US$132 milhões, R$240 milhões, antes do terremoto e que US$70 milhões adicionais, quase R$130 milhões, serão necessários pelos próximos seis meses para a resposta imediata à Aids.
Apresentação Eduardo Costa Mendonça, da Rádio ONU em Nova York.



