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 22 fevereiro 2010
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Nações Unidas pedem medidas urgentes para lixo eletrônico (Português Brasil)

Estudo elaborado por especialistas da ONU alerta para consequências perversas para o meio ambiente e a saúde pública; relatório prevê que, entre 2007 e 2020, o lixo provocado por computadores velhos na África do Sul e na China irá duplicar para 400%.

Lixo electrónico

Lixo electrónico

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.*

Muitos países em desenvolvimento enfrentam o pesadelo de toneladas de lixo eletrônico com consequências perversas para o meio ambiente e a saúde pública.

O alerta foi lançado nesta segunda-feira em Bali, na Indonésia, em estudo publicado por um grupo de especialistas das Nações Unidas.

Venda de Produtos

O documento indica que a venda de produtos eletrônicos, incluindo celulares, computadores, máquinas digitais de fotografia e televisores, vai aumentar de forma significativa nos próximos 10 anos, em países como a China e a Índia, e em continentes como África e América Latina.

Os especialistas recomendam a tomada de medidas urgentes na forma como esses materiais são recolhidos e reciclados.

O relatório prevê que, entre 2007 e 2020, o lixo provocado por computadores velhos na África do Sul e na China irá duplicar para 400%.

O documento alerta para a forma inadequada como o lixo eletrônico é gerido na China. A maior parte dos materiais são incenerados em locais ilegais para a coleta de metais valiosos como ouro.

A prática libera poluição tóxica e uma taxa muito baixa de recuperação de metais quando comparada a infraestruturas sofisticadas de reciclagem.

Sistemas Eficazes

O diretor-geral do Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente, Pnuma, Achim Steiner, disse na cerimônia de lançamento do relatório que é urgente criar sistemas mais eficazes de coleta e gestão de lixo eletrônico na China.

Ele indicou também que países como Índia, Brasil e México enfrentam problemas crescentes de saúde pública e degradação ambiental se a reciclagem de lixo eletrônico continuar sendo feita pelo setor informal.

*Apresentação: Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.