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Convenção sobre Bombas entra em vigor em agosto
Ban Ki-moon disse que o fato da Convenção passar a valer dois anos após o acordo demonstra a repulsa coletiva sobre o impacto dessas armas; as bombas contém dezenas de pequenos explosivos projetados para dispersar sobre uma área do tamanho de vários campos de futebol.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
A Convenção das Nações Unidas sobre Bombas de Fragmentação vai entrar em vigor a partir de 1 de agosto. O 30º país ratificou o pacto nesta terça-feira.
O movimento foi elogiado pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, que classificou o resultado como um grande avanço na agenda global de desarmamento.
Repulsa coletiva
Em comunicado, Ban disse que o fato da Convenção passar a valer dois anos após o acordo demonstra a repulsa coletiva sobre o impacto dessas armas.
Ele afirmou que as bombas de fragmentação, também conhecidas como bombas-cacho, são duvidosas e imprecisas já que, durante e após o término de conflitos, elas mutilam e matam dezenas de civis incluindo crianças.
O Secretário-Geral também lembrou que as bombas comprometem a recuperação das áreas de confronto porque estradas e terras ficam inacessíveis para agricultores e trabalhadores humanitários.
Ban ressaltou ainda que a ONU está comprometida em acabar com o uso, estocagem, produção e transferência de bombas de fragmentação e atenuar o sofrimento provocado por essas armas. Ele pediu a todos os Estados membros para se juntarem à Convenção sem demora.
Explosivos
O armamento foi utilizado pela primeira vez na Segunda Guerra Mundial. São dezenas de pequenos explosivos projetados para dispersar sobre uma área do tamanho de vários campos de futebol.
As bombas muitas vezes não detonam no momento do impacto, criando grandes campos minados. 98% das vítimas são civis.



