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 9 fevereiro 2010
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Haitianos com deficiência correm o risco de serem esquecidos

Comitê da ONU ressalta que o trauma causado pelo terremoto não pode ser subestimado e que muitos deficientes estão entre os mais vulneráveis, especialmente se aqueles que os ajudavam morreram ou ficaram feridos.

Sobreviventes estão vulneráveis

Sobreviventes estão vulneráveis

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Comitê das Nações Unidas pelos Direitos das Pessoas com Deficiências fez um apelo para que o governo haitiano, a comunidade internacional, agências da ONU e organizações humanitárias não permitam que pessoas com deficiência sejam esquecidas durante a resposta de emergência e reconstrução do Haiti.

Em comunicado nesta terça-feira, o presidente do órgão, Mohammed Al-Tarawneh, disse que os indivíduos com deficiência são particularmente afetados pela crise e correm o risco de serem excluídos do processo de recuperação do país.

Vulneráveis

Ele ressaltou que o trauma causado pelo terremoto não pode ser subestimado e que muitos deficientes estão entre os mais vulneráveis, especialmente se aqueles que os ajudavam morreram ou ficaram feridos.

Em outro comunicado recente, o Comitê já havia pedido para que todos os esforços humanitários incluíssem as necessidades de pessoas com deficiência.

Segundo o órgão, esses indivíduos devem participar do processo de decisão para a reconstrução econômica e social do Haiti. O Comitê pede ainda medidas de desenvolvimento a longo prazo para os deficientes.

Proteção e segurança

O Comitê lembrou que, na Convenção pelos Direitos das Pessoas com Deficiências, países-membros se comprometeram a tomar medidas para assegurar a proteção e a segurança dos deficientes em situação de risco e desastres naturais.

O órgão, formado por 12 relatores independentes, deve realizar sessão em Genebra em duas semanas.