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Haitianos com deficiência correm o risco de serem esquecidos
Comitê da ONU ressalta que o trauma causado pelo terremoto não pode ser subestimado e que muitos deficientes estão entre os mais vulneráveis, especialmente se aqueles que os ajudavam morreram ou ficaram feridos.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
O Comitê das Nações Unidas pelos Direitos das Pessoas com Deficiências fez um apelo para que o governo haitiano, a comunidade internacional, agências da ONU e organizações humanitárias não permitam que pessoas com deficiência sejam esquecidas durante a resposta de emergência e reconstrução do Haiti.
Em comunicado nesta terça-feira, o presidente do órgão, Mohammed Al-Tarawneh, disse que os indivíduos com deficiência são particularmente afetados pela crise e correm o risco de serem excluídos do processo de recuperação do país.
Vulneráveis
Ele ressaltou que o trauma causado pelo terremoto não pode ser subestimado e que muitos deficientes estão entre os mais vulneráveis, especialmente se aqueles que os ajudavam morreram ou ficaram feridos.
Em outro comunicado recente, o Comitê já havia pedido para que todos os esforços humanitários incluíssem as necessidades de pessoas com deficiência.
Segundo o órgão, esses indivíduos devem participar do processo de decisão para a reconstrução econômica e social do Haiti. O Comitê pede ainda medidas de desenvolvimento a longo prazo para os deficientes.
Proteção e segurança
O Comitê lembrou que, na Convenção pelos Direitos das Pessoas com Deficiências, países-membros se comprometeram a tomar medidas para assegurar a proteção e a segurança dos deficientes em situação de risco e desastres naturais.
O órgão, formado por 12 relatores independentes, deve realizar sessão em Genebra em duas semanas.



