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 4 fevereiro 2010
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Radionovela para combater desastres em Moçambique

Programa de rádio

Programa de rádio

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma radionovela patrocinada pela Organização Internacional das Migrações, OIM, quer ajudar os moçambicanos a se prepararem melhor para os desastres naturais que afectam regularmente o país.

Intitulada "Bravos do Zambeze", o drama conta a história de José, o capitão de uma equipa de futebol de uma aldeia na província de Gaza, no sul do país, e da sua namorada Suzana.

Reconstrução

Quando a aldeia é atingida por cheias, José e os seus companheiros de equipa ajudam toda a comunidade a fugir para locais mais seguros.

A primeira parte da radionovela começou a ser transmitida em Novembro e a segunda parte, que se centra nos esforços de reconstrução da aldeia, está actualmente em preparação.

O programa conta com a participação de actores e pessoas locais e é transmitido por quatro rádio comunitárias em português e na língua sena.

A radionovela usa o futebol para melhor prender a atenção das pessoas. José e os seus colegas têm sonhos de um dia jogarem a nível profissional e quem sabe, representar Moçambique no mundial da modalidade.

Só que esses sonhos confrontam-se com a dura realidade de um desastre iminente que ameaça a sua comunidade.

Enredo

Arão Valoi, da OIM em Moçambique, tem mais pormenores sobre o enredo.

"Na altura em que eles estão preparados para jogar há uma chuva que cai e eles tem de lidar com o impacto dessa chuva na sua comunidade. São estes jovens que lideram o processo de evacuação das pessoas, cabeças de gado e outros bens e depois o processo de reconstrução, educação e sensibilização das pessoas dentro dessa comunidade" afirmou.

Arão Valoi diz que a rádio desempenha um papel crítico na mudança de comportamentos nas comunidades rurais. A radionovela "Bravos do Zambeze" quer usar a força da rádio para mostrar o papel que os jovens podem desempenhar nesse processo.

Realidade

"Uma das coisas que pretendemos é justamente usar o poder da rádio nas regiões rurais. É por isso que a radionovela foi produzida em línguas nacionais, o português e o sena. O sena é uma língua que se fala muito na região do vale do Zambeze e isto aumenta a componente dramática da radionovela que retrata uma realidade de cheias, duro, luto e morte" disse.

Arão Valoi salienta que a reação à radionovela tem sido muito positiva.

"O programa tem tido uma audiência muito grande. Também temos recebido informações das rádios comunitárias de que a audiência gostou imenso e que até pergunta quando é que a segunda fase irá começar. O nível de aceitação é muito grande e acho que a OIM está de parabéns por isso" referiu.

Destruição

Nos últimos anos Moçambique tem sido assolado por uma série de calamidades naturais que causaram destruição generalizada de infraestruturas sócio-económicas e deslocamentos em larga escala.

A radionovela patrocinada pela Organização Internacional para Migrações quer consciencializar e preparar melhor os moçambicanos a enfrentar os desastres naturais.

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