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 20 janeiro 2010
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ONU visita nova operação militar na RD Congo

O representante especial do Secretário-Geral no país visitou antigos combatentes do grupo rebelde Fdlr, que recentemente saíram das florestas e depuseram as armas ao abrigo de um programa de desmobilização, repatriação e reintegração da Monuc.

Alan Doss

Alan Doss

Ana Ventura Miranda, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial de Ban Ki-moon para a República Democrática do Congo, Alan Doss, visitou o país, para conversações sobre o progresso da nova operação anti-rebeldes lançada pelo exército nacional e apoiada pelas Nações Unidas, chamada Amani Leo.

A operação Amani Leo, teve início no princípio deste mês, depois do final da operação militar congolesa Kimia II contra o grupo rebelde Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, Fdlr, em 31 de Dezembro de 2009.

Civis

Os principais objectivos da nova operação são a protecção das populações civis, limpar áreas estratégicas de forças negativas, manter territórios libertados do controlo do Fdlr, e apoiar a restauração da autoridade estatal nessas zonas.

A missão da ONU na República Democrática do Congo, Monuc, afirmou que a protecção de civis e os meios para reforçar este objectivo, particularmente no contexto da operação Amani Leo estiveram no centro das conversações do representante especial de Ban com oficiais em Goma.

Alan Doss visitou antigos combatentes do grupo rebelde Fdlr, que recentemente saíram das florestas e depuseram as armas ao abrigo de um programa da Monuc de desmobilização, repatriação e reintegração.

Desmobilização

Os ex-rebeldes disseram a Doss que muitos de seus companheiros queriam juntar-se a eles, mas que se tornou cada vez mais difícil desertar por causa da vigilância reforçada dos comandantes.

O representante especial de Ban Ki-moon, assegurou-lhes que a Monuc não poupará esforços para desmobilizar os combatentes do Fdlr e seus dependentes. Até agora 1,5 combatentes e 2 mil dependentes foram repatriados.

A missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, desde o seu início há 10 anos, com uma força actual de cerca de 22 mil militares e policiais, tem acompanhado o retorno a uma relativa estabilidade na maior parte do país, culminando com as primeiras eleições democráticas em mais de 40 anos.