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 4 janeiro 2010
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ONU deve prolongar mandato de comissão sobre a morte de Bhutto

Ban Ki-moon afirma que pretender estender mandato da comissão de inquérito que analisa circunstâncias do assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto, em dezembro de 2007; relatório sobre o caso deve ser entregue ao Secretário-Geral.

Benazir Bhutto

Benazir Bhutto

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon deve estender o mandato da comissão de inquérito das Nações Unidas encarregada de investigar as circunstâncias do assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto.

Em comunicado recente emitido por seu porta-voz, Ban disse que informou o governo paquistanês e o Conselho de Segurança sobre a intenção de prolongar o mandato, que começou em 1 de julho de 2009.

Relatório

O Secretário-Geral afirmou que a comissão deveria enviar relatório sobre os trabalhos no final do ano passado mas devido ao volume substancial de informação coletada no Paquistão houve pedido de tempo adicional.

Segundo o comunicado, a comissão manteve reuniões com dezenas de pessoas e realizou várias viagens ao país.
A comissão, presidida pelo embaixador do Chile na ONU, Heraldo Perez, teria inicialmente um mandato de seis meses e foi estabelecida atendendo um pedido do governo paquistanês.

Ban Ki-moon deve receber o relatório com as conclusões dos trabalhos e irá apresentá-lo ao Paquistão.

Comício

Benazir Bhutto foi assassinada em 27 de dezembro de 2007. Ela tinha acabado de participar de um comício político e saudava simpatizantes num carro quando foi alvejada.

Ela ocupou o cargo de chefe do governo do Paquistão por duas vezes. O seu último mandato terminou em 1996.