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Unesco condena morte de mais um jornalista mexicano (Português Brasil)
José Emilio Galindo Robles foi encontrado morto em 24 de novembro; ele era especializado em questões ambientais; jornalista era diretor da Rádio Universidade de Guadalajara, em Cidade Guzmán.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura condenou o assassinato de mais um jornalista mexicano, o segundo num período inferior a um mês.
Em comunicado emitido nesta terça-feira, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, afirmou que espera que as autoridades do país esclareçam a morte de José Emilio Galindo Robles.
Silenciado
Robles era diretor da Rádio Universidade de Guadalajara, em Cidade Guzmán, e foi encontrado amordaçado e amarrado à sua cama no dia 24 de novembro. A Unesco teria sido informada que a causa da morte foi fratura no crânio.
O jornalista, de 43 anos, venceu o Prêmio Nacional de Jornalismo Ambiental em 2004 e também foi finalista de outra premiação pela investigação de resíduos tóxicos lançados por empresas no rio Santiago, o mais poluído do México.
Segundo Irina Bokova, a voz que foi silenciada era conhecida por defender os assuntos ambientais assim como os direitos humanos. A morte de Galindo Robles segue o assassinato de Vladimir Antuna García, correspondente de um jornal na cidade de Durango, cujo corpo foi encontrado em 2 de novembro.
Liberdade
A Unesco é a agência da ONU responsável por defender a liberdade de imprensa.
De acordo com a Federação Internacional de Jornalistas, mais de 50 profissionais de mídia foram assassinados no México desde 2000.



