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Refugiados fixam residência em zonas urbanas
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, revelou que cerca de metade dos 10,5 milhões de refugiados no mundo vivem em cidades.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, revelou nesta segunda-feira que cerca de metade dos 10,5 milhões de refugiados no mundo vivem em zonas urbanas. O órgão disse também acreditar que um número elevado de deslocados internos fixaram residência em cidades.
O chefe da agência das Nações Unidas, António Guterres, disse que a ideia de que a maior parte dos refugiados vive em tendas em acampamentos do Acnur é um mito.
Tendência
Assim como 3,3 bilhões de outras pessoas no mundo, os refugiados estão gradualmente se deslocando para as grandes cidades, particularmente nos países pobres.
Segundo o órgão, esta tendência aumentou a partir dos anos 50.
O número quadruplicou nos últimos 60 anos. De acordo com índices da ONU, 80% dessas pessoas devem viver brevemente em cidades em nações em desenvolvimento.
Cabul, Bogotá, Abidjan, Damasco e Amã absorveram nos últimos anos milhares de refugiados e deslocados que fugiram a conflitos armados ou voltaram para casa.
O porta-voz do Acnur, William Spindler, disse à Rádio ONU, de Paris, que a presença de um número tão elevado de refugiados nas cidades é um fardo muito pesado para as autoridades municipais.
Recursos
"São cidades que têm vários milhões de habitantes que vivem em condições muito difíceis e necessitam de serviços sociais como água potável e educação. Na maior parte dos casos as autoridades municipais não tem recursos para fornecer esses serviços à sua própria população e muito menos aos refugiados e deslocados", afirmou.
António Guterres disse que os direitos dos refugiados são inalienáveis não importando o local que escolhem para viver. Por isso, eles devem receber nas cidades a mesma proteção e serviços que lhes são oferecidos nos acampamentos do Acnur.
*Apresentação: Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.



