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Conselho de Segurança pede inquérito a ataque em Mogadíshio
Órgão descreve atentado como um acto criminoso contra pessoas dedicadas em construir um futuro próspero, pacífico e estável para o povo da Somália; OMS disse que ataque é um golpe trágico para a classe médica na Somália.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O Conselho de Segurança da ONU condenou o atentado que matou cerca de 19 pessoas, incluindo três ministros, numa cerimónia de graduação num hotel da capital somali, Mogadishio, nesta quinta-feira.
Num comunicado divulgado em Nova Iorque, o presidente do órgão para o mês de Dezembro, o embaixador Michel Kafando do Burkina Faso, descreveu o ataque como um acto criminoso contra pessoas dedicadas em construir um futuro próspero, pacífico e estável para o povo da Somália.
Violência
O conselho pediu um inquérito rigoroso sobre o incidente de forma a levar os seus perpetradores à justiça. Também reafirmou o seu apelo para que todos os grupos da oposição renunciem à violência e juntem-se aos esforços de reconciliação.
O Secretário-Geral, Ban Ki-moon, também deplorou o atentado, afirmando que o incidente enfatiza a urgência da comunidade internacional em acelerar o cumprimento da sua promessa de ajuda tanto às instituições somalis de segurança como à missão da União Africana no país, Amisom.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, indicou esta sexta-feira que o ataque em Mogadishio é um golpe trágico para a classe médica na Somália. O ministro da saúde foi uma das vítimas do atentado.
Defensor Incansável
Uma nota da agência da ONU realça que Qamr Aden Ali era um advogado incansável, enérgico e influente da saúde na nação do Corno de África e estava determinado em melhorar as condições sanitárias da população somali.
O ataque ocorreu durante uma cerimónia para estudantes de medicina que se formaram na Universidade Banadir, uma instituição que está a preparar somalis para fornecerem assistência médica a milhões de pessoas afectadas por décadas de crise humanitária.



