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Número de mortes por sarampo sofre declínio de 78%
Relatório do grupo "Iniciativa Sarampo" revela que a vacinação de cerca de 700 milhões de crianças evitou 4,3 milhões de mortes nos últimos oito anos; mas apesar destes progressos, mais de 400 crianças continuam a morrer todos os dias desta doença evitável.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O número de mortes por sarampo sofreu uma redução de 78% entre o ano 2000 e 2008, caindo para cerca de 164 mil a nível global. Especialistas em vacinação alertam, contudo, que a situação poderá inverter-se no futuro se os actuais esforços de imunização não forem sustentados.
Estas conclusões fazem parte de um relatório divulgado esta quinta-feira pelo grupo "Iniciativa Sarampo", que inclui o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e a Organização Mundial da Saúde, OMS.
Doença Contagiosa
Segundo o documento, todas as regiões, com a excepção do sudeste da Ásia, vão cumprir o objectivo das Nações Unidas de reduzir a mortalidade pela doença em 90% na primeira década do século 21.
O grupo revela que a vacinação de cerca de 700 milhões de crianças evitou 4,3 milhões de mortes nesse período.
A "Iniciativa Sarampo" enfrenta um déficit de US$ 59 milhões em 2010. O órgão alerta que a falta de fundos para cobrir esse déficit poderá resultar no ressurgimento da doença e no aumento de mortes.
O sarampo encontra-se entre as doenças mais contagiosas do mundo e é uma das principais causas de mortalidade infantil.
Doença Evitável
O director do Centro americano de Prevenção e Controle de Doenças, Thomas Frieden, disse que apesar dos progressos extraordinários alcançados a nível global, mais de 400 crianças continuam a morrer todos os dias desta doença evitável.
A única região que pode pôr em causa o alcance da meta da ONU para o sarampo em 2010 é o sudeste asiático, que inclui países altamente populosos como a Índia, Indonésia e Bangladesh. A directora-geral da OMS, Margaret Chan, revelou que três em quatro crianças que morreram de sarampo no mundo em 2008 são indianas.



