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 1 dezembro 2009
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ONU anuncia agravamento da segurança no Chade (Português África)

Actos de banditismo, em particular a ocorrência de raptos, contribuem para a suspensão e interrupção dos programas de auxílios das agências humanitárias.

Situação humanitária

Situação humanitária

João Duarte, da Rádio ONU em Londres.


O Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, anunciou o agravamento da situação de segurança no leste do Chade.

As declarações partiram de Genebra, sede da organização. Segundo a agência, os actos de banditismo têm vindo a agravar-se o que estaria por detrás da suspensão e redução das operações de auxílio humanitário no país.

Dados avançados pela agência da ONU indicam que 96,5 mil pessoas encontram-se agora em risco de vida devido à interrupção dos programas de apoio humanitário.

A situação, segundo a porta-voz, seria particularmente difícil nas localidades de Assunga e Darcila, junto à fronteira com o Sudão.

Agravamento

Cerca de 70 agências humanitárias operam na região oriental do Chade prestando auxílio a cerca de 256 mil refugiados sudaneses e mais de 300 mil deslocados.
A porta-voz da organização, Elizabeth Byrs, em Genebra, afirma que a situação está a agravar-se.

"Se a situação continuar a deteriorar-se, se as organizações não conseguirem retomar as suas actividades normais, estas pessoas vão sofrer, em particular no que toca à protecção, da água e do saneamento, da segurança alimentar, da saúde e poderão vir a ser cada vez mais afectadas pela situação"

Banditismo

Elizabeth Byrs refere ainda o aumento dos actos de banditismo, em particular a ocorrência de raptos. Neste sentido, o Ocha apela a mais meios humanos e logísticos para a continuação das patrulhas conduzidas pela Missão das Nações Unidas no Chade e República Centro-Africana, Minurcat.

A porta-voz do Ocha adianta que os mais recentes dados sugerem uma queda de 30% na produção agrícola na região devido à uma época de chuvas fracas.