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 24 novembro 2009
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Número de mortes por Aids cai 10% no mundo (Português Brasil)

Segundo a "Atualização da Epidemia de Aids-2009", programas de prevenção da doença tem tido um impacto considerável; relatório conjunto do Unaids e da OMS mostra que só em Botsuana as mortes causadas por Aids sofreram um declínio de 50% nos últimos cinco anos.

Foto:ONUSIDA

Foto:ONUSIDA

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*.

O maior acesso a antiretrovirais ajudou a reduzir a mortalidade por Aids em mais de 10% a nível global, nos últimos cinco anos. O número de novas infecções também sofreu um declínio de 17% nos últimos oito anos.

As conclusões fazem parte de um relatório divulgado nesta terça-feira em Shangai, na China e em Genebra, pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV-Aids, Unaids e pela Organização Mundial da Saúde, OMS.

Prevenção

Segundo a "Atualização da Epidemia de Aids-2009", programas de prevenção da doença tem tido um impacto considerável ao redor do mundo. Os maiores progressos foram registrados na África Subsaariana, onde o número de novas infecções sofreu uma queda de 15%, ou seja, cerca de 400 mil pessoas não foram infectadas em 2008.

Em Botsuana, onde a cobertura antiretroviral é de 80%, mortes causadas pela doença sofreram um declínio de 50% nos últimos cinco anos.

O estudo mostra que o número de pessoas que vivem com Aids nunca foi tão elevado, cerca de 33,4 milhões. Mas essas pessoas vivem mais tempo graças aos efeitos benéficos dos antiretrovirais.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que investimentos nacionais e internacionais no combate à epidemia estão dando resultados concretos. Ela pediu mais esforços para salvar mais vidas.

Mortalidade

A conselheira assistente do diretor-executivo do Unaids, Georgeana Braga, disse à Rádio ONU, de Genebra, que o Brasil é um exemplo positivo.

"O Brasil está como sempre voltando como um exemplo de prevenção, o trabalho do Brasil começou muito cedo e medicamentos estão disponíveis no país desde 1996, então ele ainda é um exemplo de prevenção e de tratamento disponível para todos", afirmou.

Apesar dos bons resultados Georgeana Braga alerta que a taxa de incidência do HIV entre a população carcerária do Brasil e da Argentina ainda é muito alta e passa dos 10%.

*Apresentação: Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.